Testes e avaliação de Usabilidade para aplicativos móveis

Testes e avaliação de usabilidade para aplicativos móveis

De acordo com este estudo compartilhado por Andrew Chen (sócio da Andreessen Horowitz, uma famosa empresa de Venture Capital do Vale do Silício ), aplicativos móveis perdem 77% dos seus usuários ativos diariamente (DAU) dentro dos primeiros três dias após a instalação do app. No período de 30 dias, esse número cresce exponencialmente para 90% e após 90 dias chegam a 95%, ou seja, no fim apenas 5% dos usuários continuam engajados com o aplicativo.

Principais Razões

Numa pesquisa realizada pelo Google, dedicada a entender como e porque as pessoas descobrem, usam e continuam engajadas com aplicativos móveis, concluiu que existem quatro razões principais que afetam o engajamento e a retenção do usuários.

 

Usabilidade

Um aplicativo com problemas de usabilidade afasta usuários logo nos primeiros dias de uso, prejudicando a retenção e impactando negativamente o seu negócio. No entanto, qual a definição de “Usabilidade”? O que significa “possuir Usabilidade” ou até mesmo “falta de Usabilidade”? Como podemos avaliar, medir e melhorar a Usabilidade se não temos transparência nem clareza sobre o significado de Usabilidade?

Não há dúvida que Usabilidade é um conceito muito amplo e mal compreendido, no entanto Jakob Nielsen, pesquisador pioneiro no campo de Usabilidade, no seu livro clássico Usability Engineering, propôs uma lista de atributos para padronizar a definição de Usabilidade:

  • Facilidade de aprendizado (learnability): O aplicativo deve ser fácil de aprender permitindo que, mesmo um usuário sem experiência, seja capaz de produzir algum trabalho satisfatoriamente;
  • Eficiência (efficiency) : O aplicativo deve ser eficiente em seu desempenho apresentando um alto nível de produtividade;
  • Facilidade de memorização (memorability) : As telas do aplicativo devem apresentar facilidade de memorização permitindo que usuários ocasionais consigam utilizá-lo mesmo depois de um longo intervalo de tempo sem que necessitem passar por uma alta curva de aprendizagem novamente;
  • Erros/Segurança no uso (safety): O aplicativo deve ter uma baixa taxa de erros, de maneira que os usuários cometam poucos erros durante o uso e quando erros ocorrerem os usuários consigam facilmente se recuperar deles. Além disso, o aplicativo deve ser livre de erros críticos;
  • Satisfação do usuário (satisfaction) : O aplicativo deve agradar ao usuário, sejam eles iniciantes ou avançados, permitindo uma interação agradável.

Neste mesmo livro, Nielsen preconizou um método de avaliação de Usabilidade chamado “Avaliação Heurística”. Atualmente, a avaliação heurística está entre os principais métodos de Inspeção de Usabilidade e é largamente utilizada no mercado de testes de sistemas e aplicativos. A avaliação heurística é uma metodologia rápida e de baixo custo de inspeção de interfaces onde os avaliadores ou testadores avaliam e relatam inconformidades para cada elemento da interface ou experiência do usuário com o aplicativo tendo como referência os 10 princípios heurísticos de Usabilidade proposto por Nielsen, conforme a lista abaixo:

  1. Visibilidade do status do sistema: o sistema deve sempre manter os usuários informados sobre o que está acontecendo, através de feedback apropriado dentro de um prazo razoável;
  2. Correspondência entre o sistema e o mundo real: o sistema deve expressar a linguagem dos usuários, com palavras, frases e conceitos que lhe sejam familiares, em vez de termos orientados pelo sistema. Siga as convenções do mundo real, fazendo as informações aparecerem em uma ordem natural e lógica;
  3. Controle do usuário e liberdade: os usuários geralmente escolhem as funções do sistema por engano e precisarão de uma “saída de emergência” claramente marcada para deixar o estado indesejado sem ter que passar por um diálogo extenso. Suporte para desfazer e refazer.
  4. Consistência e padrões: os usuários não devem questionar a si mesmo, se palavras, situações ou ações diferentes significam a mesma coisa;
  5. Prevenção de erros: ainda melhor do que boas mensagens de erro é um projeto cuidadoso que impede que um problema ocorra em primeiro lugar. Elimine as condições propensas a erros ou verifique-as e apresente aos usuários uma opção de confirmação antes de se comprometerem com a ação;
  6. Minimizar a carga de memória do usuário: minimize a carga de memória do usuário, tornando os objetos, ações e opções visíveis. O usuário não deve ter que lembrar das informações de uma parte do diálogo para outra. As instruções de uso do sistema devem ser visíveis ou facilmente recuperáveis sempre que apropriado;
  7. Flexibilidade e eficiência de utilização: os atalhos – nunca vistos pelo usuário iniciante – podem acelerar a interação do usuário especialista, de modo que o sistema possa atender a usuários inexperientes e experientes. Permitir que os usuários personalizem ações frequentes;
  8. Design estético e minimalista: os diálogos não devem conter informações irrelevantes ou raramente necessárias. Cada unidade extra de informação em um diálogo compete com as unidades relevantes de informação e diminui sua visibilidade relativa;
  9. Ajude os usuários a reconhecer, diagnosticar e recuperar erros: as mensagens de erro devem ser expressas em linguagem simples (sem códigos), indicar precisamente o problema e sugerir construtivamente uma solução;
  10. Ajuda e documentação: em muitos casos é melhor o sistema ser utilizado sem documentação, mesmo assim, pode ser necessário fornecer ajuda e documentação ao usuário. Qualquer informação do sistema deve ser fácil de pesquisar, focada na tarefa do usuário, listar etapas concretas a serem executadas e não ser muito extensa.

Desde 2010 o Crowdtest realiza testes de aplicativos para diferentes plataformas, lojas de aplicativos e sistemas operacionais (Android e iOS) o que nos levou a criar uma metodologia para priorizar e acelerar a execução dos testes nas áreas que causam maior impacto na retenção de usuários. A nossa metodologia é chamada Tríade do teste de aplicativos e se beneficia da nossa expertise em testes de aplicativos e da nossa rede com mais de 28 mil testadores. A metodologia se baseia em três áreas chaves:

  • Funcionalidade (o aplicativo atende os seus requisitos e regras de negócio?);
  • Usabilidade (O aplicativo é fácil de usar?);
  • Compatibilidade (O aplicativo roda no dispositivo do usuário?);

No que tange os testes de usabilidade, realizamos testes exploratórios para encontrar problemas na experiência do usuário com base em Checklists de Usabilidade criados e refinados pela nossa equipe nos últimos 10 anos e também executamos inspeção de usabilidade guiadas pelas 10 heurísticas propostas por Nielsen.

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